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Planta do feijão biofortificada com nanopartículas contém mais ferro

Rico em ferro, o feijão é um dos alimentos mais consumidos em todo o mundo. No futuro, porém, ele poderá ser ainda mais enriquecido com o mineral. Em estudo recentemente publicado no Journal of Nanoparticle Researchpesquisadores brasileiros e cubanos mostraram, por meio de técnicas magnéticas, que o uso de nanopartículas de magnetita provocou aumento da concentração do ferro em diferentes órgãos da planta: raiz, caule e folhas. Os experimentos foram coordenados pelo professor Renato de Figueiredo Jardim, do Instituto de Física (IF) da Universidade de São Paulo (USP), e foram feitos com plantas de feijão comum (phaseolus vulgaris L.) “Nossos estudos indicaram que há potencial para a aplicação de técnicas magnéticas para a detecção de material magnético em plantas e para o enriquecimento até mesmo dos grãos em plantas de feijão, mas até chegarmos lá dependeremos de mais pesquisas e de outros protocolos científicos”, explica o professor do IF.

Segundo ele, existem diversas nanopartículas que são descartadas na natureza, agora denominados “nanolixos”. Entre estes materiais nanoestruturados, Jardim cita como exemplo os óxidos de zinco, de cério e titânio usados nas indústrias de cosméticos e pigmentos e acredita que tais nanopartículas podem ser utilizadas para fins mais nobres.

“Nosso objetivo era verificar a capacidade de as nanopartículas de magnetita atingirem as folhas a partir da raiz”, afirma, ressaltando que “Cuba”, onde foram cultivadas as plantas “está numa região de latitude no globo terrestre onde o consumo por humanos do feijão é muito grande”.

Fonte: univadis

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