Sem categoria

Diabetes está ligado a um aumento de sete vezes no risco de morte súbita cardíaca

Uma pesquisa dinamarquesa sugere que crianças e adultos jovens com diabetes podem ter uma probabilidade sete vezes maior de morrer por morte súbita cardíaca em comparação aos seus colegas não diabéticos.

O estudo, apresentado nas Seções científicas da American Heart Association na semana passada, incluiu todas as pessoas da Dinamarca com idades entre 1 e 35 anos em 2000-09 e idades entre 36 e 49 em 2007-09. Dentre 14.294 mortes ocorridas durante um período de estudo de dez anos, 5% tinha diabetes. Pessoas com diabetes tinham uma taxa de mortalidade de 235/100.000 pessoas-anos em comparação a 51 em pessoas sem diabetes. A principal causa de morte em pessoas com diabetes foram doenças cardíacas (34%), com uma taxa de mortalidade de oito em pessoas com e sem diabetes. Em pessoas com diabetes, 17% sofreram morte súbita cardíaca. A taxa de mortalidade em pessoas com e sem diabetes foi sete.

“Nosso estudo mostrou a importância do monitoramento contínuo do risco cardiovascular em crianças e adultos jovens com diabetes”, disse o autor principal, Jesper Svane, da Universidade de Copenhagen. “Profissionais de saúde precisam estar cientes de que até mesmo pacientes jovens com diabetes apresentam risco elevado de mortalidade, e isso é explicado principalmente pelo risco aumentado de morte súbita cardíaca.”

Fonte: UNIVADIS

Número de mortes por sarampo é inferior a 100 mil pela primeira vez

Pela primeira vez o número de mortes anuais em todo o mundo pelo sarampo ficou abaixo da marca dos 100 mil, em 2016, embora a vacinação esteja estagnada, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com o relatório anual sobre a doença, feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), 90 mil pessoas morreram pelo sarampo em 2016.

“É a primeira vez que o número anual de mortes provocadas pelo sarampo fica abaixo de 100.000”, assinalou a OMS em comunicado conjunto com outras agências de saúde, entre elas a aliança de vacinas Gavi, o Centro americano para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Desde o ano 2000, as mortes por sarampo caíram 84%, segundo o comunicado.

A distribuição de 5,5 bilhões de doses de vacinas desde o início do século foi fundamental para reduzir a quantidade, mas a OMS considera que as campanhas de vacinação devem se intensificar ainda mais.

“A aplicação da primeira dose de vacinas necessárias está estagnada em cerca de 85% desde 2009, distante dos 95% necessários para deter a infecção. E a cobertura da segunda dose, apesar de uma recente alta, era apenas de 64% em 2016”, lamentaram os autores do estudo.

Fonte: UNIVAIS

Um outro olhar sobre o Alzheimer

O diagnóstico da doença de Alzheimer não é algo simples. Depende de exames clínicos realizados por médicos, da análise da história do paciente e de uma avaliação aprofundada de suas funções cognitivas. É comum que o médico esteja atento ao cotidiano do paciente e, normalmente, se leva em conta se a pessoa consegue se vestir, comer, tomar banho, etc. A perda da memória, da cognição e da linguagem é apontada como parte de um processo de “dissolução do self”, expressão usada por neurologistas. Ou seja, a pessoa não se reconhece mais. Porém, há uma potência nisso, apesar de parecer assustador, segundo Daniela Feriani, autora da tese de doutorado “Entre sopros e assombros: estética e experiência na doença de Alzheimer”. “Há outras possibilidades de ser pessoa”, adianta.

A pesquisa foi defendida na área de antropologia social do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com orientação de Guita Grin Debert. A tese objetivava mapear um campo de relações em torno da doença de Alzheimer. “Percorri os fios que foram tecendo a doença em um emaranhado de sujeitos, campos, imagens, tanto na composição do diagnóstico como na experiência e na estética”, detalha Daniela.

Para desenvolver o trabalho, ela recolheu uma série de imagens, metáforas sobre a doença, ensaios fotográficos, vídeos de campanhas de conscientização, blogs escritos por pessoas em processo demencial e obras de arte feitas por um artista diagnosticado com o Alzheimer.

Daniela afirma que a doença pode ser uma “subjetividade diferenciada”, um modo de vida, um outro mundo possível, e que o cuidador pode tentar partilhar desse mundo. “Muitas pessoas com a doença de Alzheimer querem voltar para a casa da infância, fazem as malas, conversam com os pais que já morreram. Em vez de negar, a recomendação dos médicos e da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) é ser criativo, mudar o foco, ou entrar no mundo deles”.

Fonte: univadis

Vacina contra HPV previne verrugas genitais e possíveis futuros cânceres

Aumentar a cobertura vacinal contra o papiloma vírus humano (HPV) é o objetivo da mobilização que teve início no dia 12 de julho, no Rio Grande do Sul. A meta é imunizar de 600 a 700 mil adolescentes com a vacina, destinada a meninas entre 9 e 14 anos e meninos na faixa etária de 11 a 14 anos. Atualmente, a cobertura é considerada muito baixa no estado: 60% das meninas fizeram a primeira dose e 40% a segunda; entre os meninos, a procura foi menor, já que apenas 6% recebeu a primeira dose.

O secretário estadual da Saúde, João Gabbardo dos Reis, informa que a vacina contra o HPV está disponível em todas as Unidades de Saúde e municípios gaúchos durante o ano todo. Segundo Gabbardo, a vacina assegura a proteção efetiva contra o HPV e, consequentemente, diminui a incidência de câncer entre a população no futuro. “Nosso objetivo é assegurar, entre os jovens vacinados hoje, uma menor incidência de câncer nos próximos 10, 20 e 30 anos em relação à população que não fez essa vacina”, afirma o secretário.

Jovens precisam tomar duas doses da vacina quadrivalente, com intervalo de seis meses entre as doses, para ficarem protegidos contra os quatro tipos mais comuns do vírus. A vacina contra o HPV contribui para a redução da incidência do câncer de colo de útero e vulva nas mulheres e também previne câncer de pênis, ânus, verrugas genitais, boca e orofaringe.

Fonte: univadis

Própolis orgânica brasileira possui ação anti-inflamatória, antibacteriana, antioxidante e até anticancerígena

Estudo de pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, feito em apiários no sul do Paraná e norte de Santa Catarina, mostrou que a própolis orgânica produzida no sul do País possui propriedades químicas com potencial farmacológico para várias doenças. As substâncias agem como anti-inflamatório, antioxidante, antibacteriano e até como anticancerígeno.

Em laboratório, as 78 amostras colhidas foram agrupadas em sete perfis químicos. Segundo o engenheiro agrônomo Severino Matias Alencar, professor associado da Esalq e orientador de Ana Paula Tiveron, que coordenou a pesquisa, todas as variantes apresentaram “alto poder sequestrante contra espécies reativas de oxigênio” — substâncias químicas que, quando presentes em excesso no organismo, causam diversos problemas às células humanas, resultando no desenvolvimento de várias doenças como as neurodegenerativas, cânceres, anemia, isquemia, além de oxidação da LDL (o mau colesterol ).

Fonte: univadis

Pesquisadores encontram biomarcadores para autismo em bebês

Pesquisadores identificaram biomarcadores em exames de imagem de cérebros de bebês capazes de prever o risco do desenvolvimento de autismo em um momento futuro da infância.

O estudo inovador prospectivo de neuroimagem de 106 bebês com alto risco familiar para autismo e de 42 bebês de baixo risco mostrou que a hiperexpansão da área da superfície cortical entre seis e doze meses de idade precedeu o crescimento exagerado no volume cerebral entre 12 e 24 meses em 15 bebês de alto risco diagnosticados com autismo aos 24 meses.

Os achados, publicados este mês no Nature , poderiam facilitar o diagnóstico pré-sintomático do transtorno do espectro autista (TEA), possibilitando uma intervenção precoce.

“Quando o TEA é diagnosticado entre 2 e 4 anos de idade, frequentemente as crianças já ficaram para trás em termos de habilidades sociais, comunicação e linguagem em comparação aos seus colegas”, disse Annette Estes, coautora e diretora da Universidade do Centro de Autismo de Washington. “Depois de perder esses importantes marcos de desenvolvimento, tentar tirar o atraso é uma luta para muitos e praticamente impossível para alguns.”

“A última parte do primeiro ano de vida e o início do segundo ano são caracterizados por uma maior neuroplasticidade em comparação a idades mais avançadas e é um período em que as deficiências sociais associadas ao autismo ainda não estão bem estabelecidas. Intervenções nesta idade podem ser mais eficazes do que mais tarde no desenvolvimento”, explicaram os autores.

Fonte: univadis

Tratamento de diabetes sem remédio é objeto de pesquisa na USP

A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), no interior paulista, procura voluntários para participar de uma pesquisa sobre um novo tratamento de diabete, que dispensaria o uso de medicamentos. Os interessados devem ter entre 30 e 60 anos, dispor do tipo 2 da doença, não utilizar insulina e apresentar descontrole metabólico (colesterol e triglicérides acima de 200 mg/dL).

O tratamento consiste em controlar a doença por meio de uma rígida dieta personalizada. “Nós vamos de encontro à indústria farmacêutica, que sempre entra com remédio”, afirma o pesquisador do Departamento de Endocrinologia da FMRP-USP, Rafael Ferraz. Segundo ele, que coordena o estudo ao lado da professora Maria Cristina Foss-Freitas, a pesquisa desenvolveu um protocolo alimentar capaz de reduzir a ingestão de calorias a um patamar que ativa o metabolismo energético, mas não causa desnutrição.

“A gente conseguiu achar uma fórmula matemática e transformá-la em alimento, em macronutrientes ideais para cada paciente e reverter a diabete”, explica Ferraz. “Dados preliminares de sete pacientes mostram que conseguimos controlar a diabete e a dislipidemia, além de reduzir níveis de pressão a índices saudáveis”.

Para avaliar a evolução clínica dos pacientes, são feitos exames bioquímicos, clínicos e moleculares, além de observação em tempo real do organismo. O tratamento dura 27 dias e há 33 vagas disponíveis para voluntários. Os interessados devem entrar em contato pelo e-mail endocrinodiabetesfmrp@gmail.com. Por fim, os pesquisadores pedem que os voluntários enviem resultados atualizados de glicose, colesterol e triglicérides.

Fonte: univadis

Planta do feijão biofortificada com nanopartículas contém mais ferro

Rico em ferro, o feijão é um dos alimentos mais consumidos em todo o mundo. No futuro, porém, ele poderá ser ainda mais enriquecido com o mineral. Em estudo recentemente publicado no Journal of Nanoparticle Researchpesquisadores brasileiros e cubanos mostraram, por meio de técnicas magnéticas, que o uso de nanopartículas de magnetita provocou aumento da concentração do ferro em diferentes órgãos da planta: raiz, caule e folhas. Os experimentos foram coordenados pelo professor Renato de Figueiredo Jardim, do Instituto de Física (IF) da Universidade de São Paulo (USP), e foram feitos com plantas de feijão comum (phaseolus vulgaris L.) “Nossos estudos indicaram que há potencial para a aplicação de técnicas magnéticas para a detecção de material magnético em plantas e para o enriquecimento até mesmo dos grãos em plantas de feijão, mas até chegarmos lá dependeremos de mais pesquisas e de outros protocolos científicos”, explica o professor do IF.

Segundo ele, existem diversas nanopartículas que são descartadas na natureza, agora denominados “nanolixos”. Entre estes materiais nanoestruturados, Jardim cita como exemplo os óxidos de zinco, de cério e titânio usados nas indústrias de cosméticos e pigmentos e acredita que tais nanopartículas podem ser utilizadas para fins mais nobres.

“Nosso objetivo era verificar a capacidade de as nanopartículas de magnetita atingirem as folhas a partir da raiz”, afirma, ressaltando que “Cuba”, onde foram cultivadas as plantas “está numa região de latitude no globo terrestre onde o consumo por humanos do feijão é muito grande”.

Fonte: univadis

Novo jogo para parar de fumar no smartphone – mais do que apenas um aplicativo de saúde

Um novo aplicativo para smartphone poderia ajudar os fumantes a manter sua resolução de ano novo de parar de fumar.
O Cigbreak Free funciona como um jogo normal, no qual os jogadores precisam completar tarefas para subir de nível e ganhar recompensas. Contudo, ele também incorpora uma combinação de 37 técnicas de mudanças comportamentais elaboradas para ajudar fumantes a largar o cigarro. Algumas técnicas estão tão sutilmente entranhadas no jogo que o jogador não percebe sua presença. O aplicativo também inclui um diário para parar de fumar, no qual os usuários podem calcular o quanto estão economizando.
O aplicativo já foi comissionado para ser usado por cinco provedores regionais de saúde em Londres como parte dos seus serviços de saúde pública para parar de fumar.
O conferencista Hope Caton do processo de criação de jogos, que estava envolvido no desenvolvimento do aplicativo, disse: “O bom de um jogo no smartphone é que você pode jogar em qualquer lugar. A vontade pelo cigarro dura pouco, então, se estiver ansioso por um cigarro às 11h, você pode jogar até que vontade passe, ao invés de pegar um cigarro. Isso também mantém suas mãos ocupadas, e não segurando um cigarro.”

O aplicativo pode ser baixado para Android ou iPhone .

Fonte: univadis

Planejando o retorno para casa após uma cirurgia

O planejamento antes de uma cirurgia programada irá ajudá-lo a voltar para casa em segurança.

Antes da sua cirurgia, certifique-se de ter alguém em casa para ajudar com tarefas como cozinhar, ir ao sanitário ou levá-lo para consultas médicas até que esteja sarado. Mesmo que volte para casa no dia da cirurgia, precisará de alguém para ficar em casa com você. No hospital, você poderá conversar com pessoas que planejam a alta, como assistentes sociais ou gestores de caso, para lhe ajudar a se preparar. Não tenha medo de fazer muitas perguntas.
Cuidando das suas incisões
Médicos e enfermeiros explicarão como cuidar das suas incisões antes que você receba alta. Você também receberá orientações por escrito. Reações normais, como dormência e edema, podem acontecer enquanto seu corpo se recupera. Em algumas ocasiões, você poderá precisar de ajuda para cuidar das suas incisões ou feridas em casa. Planejadores de alta no hospital irão ajudar você com serviços de assistência à saúde, se necessário.
Medicamentos
Você pode ser orientado a tomar medicamentos novos ou a modificar os medicamentos que normalmente toma. Medicamentos, especialmente analgésicos, podem ser muito perigosos se não forem tomados corretamente. É muito importante que você entenda como e quando tomar seus medicamentos.
Atividades
Pode haver atividades que você não deve fazer depois da sua cirurgia. Você receberá uma lista do que deve e não deve fazer depois de receber alta
hospitalar e por quanto tempo. É muito importante saber quais tarefas são seguras para você antes de sair do hospital. Em geral, caminhadas e exercícios leves fazem bem, mas tudo depende do tipo de cirurgia pela qual você foi submetido. Se você normalmente dirige, é importante perguntar se é seguro dirigir depois da cirurgia.
Drenos e tubos
Talvez você saia do hospital com drenos cirúrgicos, cateteres ou tubos. Esses instrumentos irão ajudar você a se recuperar. Em geral, seu cirurgião irá removê-los posteriormente, quando não forem mais necessários. Se você sair do hospital com qualquer desses instrumentos, seu cirurgião e enfermeiros lhe ensinarão como cuidar deles.

Quando entrar em contato com seu cirurgião
Algumas vezes, problemas inesperados podem surgir depois de sair do hospital, mesmo quando tudo correu bem. Sintomas comuns para ter em mente dependerão do tipo de cirurgia. Antes de sair do hospital, você será orientado sobre quando entrar em contato com seu cirurgião. Sempre ligue para 190 ou vá para o pronto-socorro mais próximo se sentir dor no peito, falta de ar ou uma piora rápida dos sintomas.

Fonte: univadis