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A EMA aprova novas terapias hematológicas

A Agência Europeia de Medicamentos (European Medicines Agency, EMA) aprovou o Lusutrombopag Shionogi (lusutrombopag ) para o tratamento de trombocitopenia grave em adultos com doença hepática crônica submetidos a procedimentos invasivos. Lusutrombopag age sobre o domínio transmembrana dos receptores da trombopoetina (TPO) para induzir a proliferação e diferenciação de células progenitoras de megacariócitos, levando à trombocitopoiese. Já foi demonstrado que ele reduz a necessidade de transfusões antes de procedimentos invasivos e na terapia de resgate para hemorragia durante os sete dias após o procedimento. A EMA também adotou um parecer positivo sobre a concessão da autorização para comercialização plena ao Besremi ( ropeginterferon alfa-2b ) para o tratamento da policitemia vera sem esplenomegalia sintomática. Besremi foi desenhado como produto medicinal órfão em 09 de dezembro de 2011. Ropeginterferon alfa-2b inibe a proliferação de células hematopoiéticas e progenitoras de fibroblastos na medula óssea e antagoniza a ação dos fatores de crescimento e de outras citocinas envolvidas no desenvolvimento da mielofibrose. Foi demonstrado que ele obtém uma resposta hematológica completa em pacientes com policitemia vera. Recomendações detalhadas para o uso destes produtos serão descritas no resumo das características do produto (summary of product characteristics, SmPC), que será publicado depois de concedida a autorização de comercialização pela Comissão Europeia.

Fonte: univadis

Universidade cearense desenvolve molho rico em antioxidantes, vitamina C e fibras

Um ketchup feito com frutas e legumes naturais e livres de aditivos químicos e corantes, desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará (UFC), ganhou o Selo Innovation Sial 2018, em evento realizado em Paris no final do ano passado. A iniciativa surgiu quando pesquisadores da instituição cearense decidiram desenvolver um produto saudável e funcional, rico em vitamina C e livre de defensivos agrícolas. No lugar do tomate, são usadas no molho a acerola, a beterraba e a abóbora, que são abundantes no Nordeste. “Pensamos em fazer um molho parecido com o ketchup, que é muito popular principalmente entre os jovens, mas que fosse feito a partir de um fruto e tivesse as mesmas características sensoriais. De imediato, a acerola foi a primeira cotada por ser antioxidante e rica em vitamina C. A abóbora entrou no sentido de dar a consistência do produto e por ser rica em fibras. Ficou faltando a cor e chegamos à beterraba pelo potencial corante e por também ser rica em antioxidantes”, explica a coordenadora do projeto, a professora Lucicléia Barros. Para chegar à versão final do ketchup natural, a equipe de pesquisadores passou por 21 formulações até resultar no produto considerado ideal. Chamado de “Natchup”, o produto agora será comercializado por uma empresa cearense, conforme uma parceria estabelecida com a universidade. Parte dos recursos arrecadados com a venda será revertida para a UFC e para entidades sociais. O molho já está à venda on-line e deve estar disponível nos supermercados nos próximos meses.

Fonte: univadis

A OMS publica novas diretrizes para hepatite C

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou novasdiretrizes para o cuidado e tratamento de pessoas diagnosticadas com infecção crônica pelo vírus da hepatite C. A organização diz que as novas diretrizes permitirão simplificações importantes na administração de terapia curativa a 70 milhões de pessoas vivendo com hepatite C (VHC) crônica no mundo. Ela recomenda oferecer tratamento a todos os indivíduos diagnosticados com infecção pelo VHC a partir de 12 anos de idade, independentemente do estágio da doença. Em crianças com menos de 12 anos de idade, as diretrizes orientam que regimes baseados em interferon não devem ser mais usados. Contudo, reconhece que, antes da aprovação dos antivirais de ação direta (AADs) para crianças com menos de 12 anos de idade, o tratamento excepcional com interferon e ribavirina pode ser considerado para crianças com infecção pelos genótipos 2 ou 3 e doença hepática grave. Regimes pangenotípicos com AADs são recomendados para o tratamento de pessoas com infecção crônica pelo VHC a partir de 18 anos de idade.

Fonte: univadis / 30/07/2018

Colesterol HDL alto ligado a efeitos cardiovasculares adversos

Novo estudo sugere que níveis muito elevados de colesterol HDL (HDL-C) podem, na verdade, ser nocivos.

Pesquisadores investigaram a relação entre níveis de HDL-C e resultados cardiovasculares (CV) adversos em 5.965 indivíduos de uma população de risco. Os indivíduos foram estratificados por categoria de HDL-C (<30, 31-40, 41-50, 51-60 e ≥60 mg/dl). Os autores identificaram uma associação em formato de U entre o HDL-C e mortalidade/infarto do miocárdio (IM) não fatal e mortalidade por todas as causas. Participantes com níveis de HDL-C maiores que 60 mg/dl (1,5 mmol/l) corriam um risco cerca de 50% maior de morrer por uma causa cardiovascular ou de ter um IM em comparação àqueles com níveis de colesterol HDL de 41 – 60 mg/dl. Comentando sobre os achados, o autor do estudo Dr. Marc Allard-Ratick da Escola de Medicina da Universidade de Emory, Atlanta, EUA, disse: “Pode ter chegado a hora de mudar a maneira como encaramos o colesterol HDL. Tradicionalmente, os médicos têm dito aos seus pacientes que quanto mais elevado o seu colesterol ‘bom’, melhor. Contudo, os resultados deste estudo e de outros sugerem que este pode não ser mais o caso.” Dr. Allard-Ratick concluiu: “Uma coisa é certa: o mantra do colesterol HDL como o colesterol ‘bom’ pode não ser mais o caso para todos.” Esses achados foram apresentados no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia realizado recentemente.

Fonte: univadis / 03/09/2018

Diabetes está ligado a um aumento de sete vezes no risco de morte súbita cardíaca

Uma pesquisa dinamarquesa sugere que crianças e adultos jovens com diabetes podem ter uma probabilidade sete vezes maior de morrer por morte súbita cardíaca em comparação aos seus colegas não diabéticos.

O estudo, apresentado nas Seções científicas da American Heart Association na semana passada, incluiu todas as pessoas da Dinamarca com idades entre 1 e 35 anos em 2000-09 e idades entre 36 e 49 em 2007-09. Dentre 14.294 mortes ocorridas durante um período de estudo de dez anos, 5% tinha diabetes. Pessoas com diabetes tinham uma taxa de mortalidade de 235/100.000 pessoas-anos em comparação a 51 em pessoas sem diabetes. A principal causa de morte em pessoas com diabetes foram doenças cardíacas (34%), com uma taxa de mortalidade de oito em pessoas com e sem diabetes. Em pessoas com diabetes, 17% sofreram morte súbita cardíaca. A taxa de mortalidade em pessoas com e sem diabetes foi sete.

“Nosso estudo mostrou a importância do monitoramento contínuo do risco cardiovascular em crianças e adultos jovens com diabetes”, disse o autor principal, Jesper Svane, da Universidade de Copenhagen. “Profissionais de saúde precisam estar cientes de que até mesmo pacientes jovens com diabetes apresentam risco elevado de mortalidade, e isso é explicado principalmente pelo risco aumentado de morte súbita cardíaca.”

Fonte: UNIVADIS

Número de mortes por sarampo é inferior a 100 mil pela primeira vez

Pela primeira vez o número de mortes anuais em todo o mundo pelo sarampo ficou abaixo da marca dos 100 mil, em 2016, embora a vacinação esteja estagnada, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com o relatório anual sobre a doença, feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), 90 mil pessoas morreram pelo sarampo em 2016.

“É a primeira vez que o número anual de mortes provocadas pelo sarampo fica abaixo de 100.000”, assinalou a OMS em comunicado conjunto com outras agências de saúde, entre elas a aliança de vacinas Gavi, o Centro americano para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Desde o ano 2000, as mortes por sarampo caíram 84%, segundo o comunicado.

A distribuição de 5,5 bilhões de doses de vacinas desde o início do século foi fundamental para reduzir a quantidade, mas a OMS considera que as campanhas de vacinação devem se intensificar ainda mais.

“A aplicação da primeira dose de vacinas necessárias está estagnada em cerca de 85% desde 2009, distante dos 95% necessários para deter a infecção. E a cobertura da segunda dose, apesar de uma recente alta, era apenas de 64% em 2016”, lamentaram os autores do estudo.

Fonte: UNIVAIS

Um outro olhar sobre o Alzheimer

O diagnóstico da doença de Alzheimer não é algo simples. Depende de exames clínicos realizados por médicos, da análise da história do paciente e de uma avaliação aprofundada de suas funções cognitivas. É comum que o médico esteja atento ao cotidiano do paciente e, normalmente, se leva em conta se a pessoa consegue se vestir, comer, tomar banho, etc. A perda da memória, da cognição e da linguagem é apontada como parte de um processo de “dissolução do self”, expressão usada por neurologistas. Ou seja, a pessoa não se reconhece mais. Porém, há uma potência nisso, apesar de parecer assustador, segundo Daniela Feriani, autora da tese de doutorado “Entre sopros e assombros: estética e experiência na doença de Alzheimer”. “Há outras possibilidades de ser pessoa”, adianta.

A pesquisa foi defendida na área de antropologia social do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com orientação de Guita Grin Debert. A tese objetivava mapear um campo de relações em torno da doença de Alzheimer. “Percorri os fios que foram tecendo a doença em um emaranhado de sujeitos, campos, imagens, tanto na composição do diagnóstico como na experiência e na estética”, detalha Daniela.

Para desenvolver o trabalho, ela recolheu uma série de imagens, metáforas sobre a doença, ensaios fotográficos, vídeos de campanhas de conscientização, blogs escritos por pessoas em processo demencial e obras de arte feitas por um artista diagnosticado com o Alzheimer.

Daniela afirma que a doença pode ser uma “subjetividade diferenciada”, um modo de vida, um outro mundo possível, e que o cuidador pode tentar partilhar desse mundo. “Muitas pessoas com a doença de Alzheimer querem voltar para a casa da infância, fazem as malas, conversam com os pais que já morreram. Em vez de negar, a recomendação dos médicos e da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) é ser criativo, mudar o foco, ou entrar no mundo deles”.

Fonte: univadis

Vacina contra HPV previne verrugas genitais e possíveis futuros cânceres

Aumentar a cobertura vacinal contra o papiloma vírus humano (HPV) é o objetivo da mobilização que teve início no dia 12 de julho, no Rio Grande do Sul. A meta é imunizar de 600 a 700 mil adolescentes com a vacina, destinada a meninas entre 9 e 14 anos e meninos na faixa etária de 11 a 14 anos. Atualmente, a cobertura é considerada muito baixa no estado: 60% das meninas fizeram a primeira dose e 40% a segunda; entre os meninos, a procura foi menor, já que apenas 6% recebeu a primeira dose.

O secretário estadual da Saúde, João Gabbardo dos Reis, informa que a vacina contra o HPV está disponível em todas as Unidades de Saúde e municípios gaúchos durante o ano todo. Segundo Gabbardo, a vacina assegura a proteção efetiva contra o HPV e, consequentemente, diminui a incidência de câncer entre a população no futuro. “Nosso objetivo é assegurar, entre os jovens vacinados hoje, uma menor incidência de câncer nos próximos 10, 20 e 30 anos em relação à população que não fez essa vacina”, afirma o secretário.

Jovens precisam tomar duas doses da vacina quadrivalente, com intervalo de seis meses entre as doses, para ficarem protegidos contra os quatro tipos mais comuns do vírus. A vacina contra o HPV contribui para a redução da incidência do câncer de colo de útero e vulva nas mulheres e também previne câncer de pênis, ânus, verrugas genitais, boca e orofaringe.

Fonte: univadis

Própolis orgânica brasileira possui ação anti-inflamatória, antibacteriana, antioxidante e até anticancerígena

Estudo de pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, feito em apiários no sul do Paraná e norte de Santa Catarina, mostrou que a própolis orgânica produzida no sul do País possui propriedades químicas com potencial farmacológico para várias doenças. As substâncias agem como anti-inflamatório, antioxidante, antibacteriano e até como anticancerígeno.

Em laboratório, as 78 amostras colhidas foram agrupadas em sete perfis químicos. Segundo o engenheiro agrônomo Severino Matias Alencar, professor associado da Esalq e orientador de Ana Paula Tiveron, que coordenou a pesquisa, todas as variantes apresentaram “alto poder sequestrante contra espécies reativas de oxigênio” — substâncias químicas que, quando presentes em excesso no organismo, causam diversos problemas às células humanas, resultando no desenvolvimento de várias doenças como as neurodegenerativas, cânceres, anemia, isquemia, além de oxidação da LDL (o mau colesterol ).

Fonte: univadis

Pesquisadores encontram biomarcadores para autismo em bebês

Pesquisadores identificaram biomarcadores em exames de imagem de cérebros de bebês capazes de prever o risco do desenvolvimento de autismo em um momento futuro da infância.

O estudo inovador prospectivo de neuroimagem de 106 bebês com alto risco familiar para autismo e de 42 bebês de baixo risco mostrou que a hiperexpansão da área da superfície cortical entre seis e doze meses de idade precedeu o crescimento exagerado no volume cerebral entre 12 e 24 meses em 15 bebês de alto risco diagnosticados com autismo aos 24 meses.

Os achados, publicados este mês no Nature , poderiam facilitar o diagnóstico pré-sintomático do transtorno do espectro autista (TEA), possibilitando uma intervenção precoce.

“Quando o TEA é diagnosticado entre 2 e 4 anos de idade, frequentemente as crianças já ficaram para trás em termos de habilidades sociais, comunicação e linguagem em comparação aos seus colegas”, disse Annette Estes, coautora e diretora da Universidade do Centro de Autismo de Washington. “Depois de perder esses importantes marcos de desenvolvimento, tentar tirar o atraso é uma luta para muitos e praticamente impossível para alguns.”

“A última parte do primeiro ano de vida e o início do segundo ano são caracterizados por uma maior neuroplasticidade em comparação a idades mais avançadas e é um período em que as deficiências sociais associadas ao autismo ainda não estão bem estabelecidas. Intervenções nesta idade podem ser mais eficazes do que mais tarde no desenvolvimento”, explicaram os autores.

Fonte: univadis