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Um outro olhar sobre o Alzheimer

O diagnóstico da doença de Alzheimer não é algo simples. Depende de exames clínicos realizados por médicos, da análise da história do paciente e de uma avaliação aprofundada de suas funções cognitivas. É comum que o médico esteja atento ao cotidiano do paciente e, normalmente, se leva em conta se a pessoa consegue se vestir, comer, tomar banho, etc. A perda da memória, da cognição e da linguagem é apontada como parte de um processo de “dissolução do self”, expressão usada por neurologistas. Ou seja, a pessoa não se reconhece mais. Porém, há uma potência nisso, apesar de parecer assustador, segundo Daniela Feriani, autora da tese de doutorado “Entre sopros e assombros: estética e experiência na doença de Alzheimer”. “Há outras possibilidades de ser pessoa”, adianta.

A pesquisa foi defendida na área de antropologia social do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com orientação de Guita Grin Debert. A tese objetivava mapear um campo de relações em torno da doença de Alzheimer. “Percorri os fios que foram tecendo a doença em um emaranhado de sujeitos, campos, imagens, tanto na composição do diagnóstico como na experiência e na estética”, detalha Daniela.

Para desenvolver o trabalho, ela recolheu uma série de imagens, metáforas sobre a doença, ensaios fotográficos, vídeos de campanhas de conscientização, blogs escritos por pessoas em processo demencial e obras de arte feitas por um artista diagnosticado com o Alzheimer.

Daniela afirma que a doença pode ser uma “subjetividade diferenciada”, um modo de vida, um outro mundo possível, e que o cuidador pode tentar partilhar desse mundo. “Muitas pessoas com a doença de Alzheimer querem voltar para a casa da infância, fazem as malas, conversam com os pais que já morreram. Em vez de negar, a recomendação dos médicos e da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) é ser criativo, mudar o foco, ou entrar no mundo deles”.

Fonte: univadis

Vacina contra HPV previne verrugas genitais e possíveis futuros cânceres

Aumentar a cobertura vacinal contra o papiloma vírus humano (HPV) é o objetivo da mobilização que teve início no dia 12 de julho, no Rio Grande do Sul. A meta é imunizar de 600 a 700 mil adolescentes com a vacina, destinada a meninas entre 9 e 14 anos e meninos na faixa etária de 11 a 14 anos. Atualmente, a cobertura é considerada muito baixa no estado: 60% das meninas fizeram a primeira dose e 40% a segunda; entre os meninos, a procura foi menor, já que apenas 6% recebeu a primeira dose.

O secretário estadual da Saúde, João Gabbardo dos Reis, informa que a vacina contra o HPV está disponível em todas as Unidades de Saúde e municípios gaúchos durante o ano todo. Segundo Gabbardo, a vacina assegura a proteção efetiva contra o HPV e, consequentemente, diminui a incidência de câncer entre a população no futuro. “Nosso objetivo é assegurar, entre os jovens vacinados hoje, uma menor incidência de câncer nos próximos 10, 20 e 30 anos em relação à população que não fez essa vacina”, afirma o secretário.

Jovens precisam tomar duas doses da vacina quadrivalente, com intervalo de seis meses entre as doses, para ficarem protegidos contra os quatro tipos mais comuns do vírus. A vacina contra o HPV contribui para a redução da incidência do câncer de colo de útero e vulva nas mulheres e também previne câncer de pênis, ânus, verrugas genitais, boca e orofaringe.

Fonte: univadis

Própolis orgânica brasileira possui ação anti-inflamatória, antibacteriana, antioxidante e até anticancerígena

Estudo de pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, feito em apiários no sul do Paraná e norte de Santa Catarina, mostrou que a própolis orgânica produzida no sul do País possui propriedades químicas com potencial farmacológico para várias doenças. As substâncias agem como anti-inflamatório, antioxidante, antibacteriano e até como anticancerígeno.

Em laboratório, as 78 amostras colhidas foram agrupadas em sete perfis químicos. Segundo o engenheiro agrônomo Severino Matias Alencar, professor associado da Esalq e orientador de Ana Paula Tiveron, que coordenou a pesquisa, todas as variantes apresentaram “alto poder sequestrante contra espécies reativas de oxigênio” — substâncias químicas que, quando presentes em excesso no organismo, causam diversos problemas às células humanas, resultando no desenvolvimento de várias doenças como as neurodegenerativas, cânceres, anemia, isquemia, além de oxidação da LDL (o mau colesterol ).

Fonte: univadis

Pesquisadores encontram biomarcadores para autismo em bebês

Pesquisadores identificaram biomarcadores em exames de imagem de cérebros de bebês capazes de prever o risco do desenvolvimento de autismo em um momento futuro da infância.

O estudo inovador prospectivo de neuroimagem de 106 bebês com alto risco familiar para autismo e de 42 bebês de baixo risco mostrou que a hiperexpansão da área da superfície cortical entre seis e doze meses de idade precedeu o crescimento exagerado no volume cerebral entre 12 e 24 meses em 15 bebês de alto risco diagnosticados com autismo aos 24 meses.

Os achados, publicados este mês no Nature , poderiam facilitar o diagnóstico pré-sintomático do transtorno do espectro autista (TEA), possibilitando uma intervenção precoce.

“Quando o TEA é diagnosticado entre 2 e 4 anos de idade, frequentemente as crianças já ficaram para trás em termos de habilidades sociais, comunicação e linguagem em comparação aos seus colegas”, disse Annette Estes, coautora e diretora da Universidade do Centro de Autismo de Washington. “Depois de perder esses importantes marcos de desenvolvimento, tentar tirar o atraso é uma luta para muitos e praticamente impossível para alguns.”

“A última parte do primeiro ano de vida e o início do segundo ano são caracterizados por uma maior neuroplasticidade em comparação a idades mais avançadas e é um período em que as deficiências sociais associadas ao autismo ainda não estão bem estabelecidas. Intervenções nesta idade podem ser mais eficazes do que mais tarde no desenvolvimento”, explicaram os autores.

Fonte: univadis

Tratamento de diabetes sem remédio é objeto de pesquisa na USP

A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), no interior paulista, procura voluntários para participar de uma pesquisa sobre um novo tratamento de diabete, que dispensaria o uso de medicamentos. Os interessados devem ter entre 30 e 60 anos, dispor do tipo 2 da doença, não utilizar insulina e apresentar descontrole metabólico (colesterol e triglicérides acima de 200 mg/dL).

O tratamento consiste em controlar a doença por meio de uma rígida dieta personalizada. “Nós vamos de encontro à indústria farmacêutica, que sempre entra com remédio”, afirma o pesquisador do Departamento de Endocrinologia da FMRP-USP, Rafael Ferraz. Segundo ele, que coordena o estudo ao lado da professora Maria Cristina Foss-Freitas, a pesquisa desenvolveu um protocolo alimentar capaz de reduzir a ingestão de calorias a um patamar que ativa o metabolismo energético, mas não causa desnutrição.

“A gente conseguiu achar uma fórmula matemática e transformá-la em alimento, em macronutrientes ideais para cada paciente e reverter a diabete”, explica Ferraz. “Dados preliminares de sete pacientes mostram que conseguimos controlar a diabete e a dislipidemia, além de reduzir níveis de pressão a índices saudáveis”.

Para avaliar a evolução clínica dos pacientes, são feitos exames bioquímicos, clínicos e moleculares, além de observação em tempo real do organismo. O tratamento dura 27 dias e há 33 vagas disponíveis para voluntários. Os interessados devem entrar em contato pelo e-mail endocrinodiabetesfmrp@gmail.com. Por fim, os pesquisadores pedem que os voluntários enviem resultados atualizados de glicose, colesterol e triglicérides.

Fonte: univadis

Planta do feijão biofortificada com nanopartículas contém mais ferro

Rico em ferro, o feijão é um dos alimentos mais consumidos em todo o mundo. No futuro, porém, ele poderá ser ainda mais enriquecido com o mineral. Em estudo recentemente publicado no Journal of Nanoparticle Researchpesquisadores brasileiros e cubanos mostraram, por meio de técnicas magnéticas, que o uso de nanopartículas de magnetita provocou aumento da concentração do ferro em diferentes órgãos da planta: raiz, caule e folhas. Os experimentos foram coordenados pelo professor Renato de Figueiredo Jardim, do Instituto de Física (IF) da Universidade de São Paulo (USP), e foram feitos com plantas de feijão comum (phaseolus vulgaris L.) “Nossos estudos indicaram que há potencial para a aplicação de técnicas magnéticas para a detecção de material magnético em plantas e para o enriquecimento até mesmo dos grãos em plantas de feijão, mas até chegarmos lá dependeremos de mais pesquisas e de outros protocolos científicos”, explica o professor do IF.

Segundo ele, existem diversas nanopartículas que são descartadas na natureza, agora denominados “nanolixos”. Entre estes materiais nanoestruturados, Jardim cita como exemplo os óxidos de zinco, de cério e titânio usados nas indústrias de cosméticos e pigmentos e acredita que tais nanopartículas podem ser utilizadas para fins mais nobres.

“Nosso objetivo era verificar a capacidade de as nanopartículas de magnetita atingirem as folhas a partir da raiz”, afirma, ressaltando que “Cuba”, onde foram cultivadas as plantas “está numa região de latitude no globo terrestre onde o consumo por humanos do feijão é muito grande”.

Fonte: univadis

Novo jogo para parar de fumar no smartphone – mais do que apenas um aplicativo de saúde

Um novo aplicativo para smartphone poderia ajudar os fumantes a manter sua resolução de ano novo de parar de fumar.
O Cigbreak Free funciona como um jogo normal, no qual os jogadores precisam completar tarefas para subir de nível e ganhar recompensas. Contudo, ele também incorpora uma combinação de 37 técnicas de mudanças comportamentais elaboradas para ajudar fumantes a largar o cigarro. Algumas técnicas estão tão sutilmente entranhadas no jogo que o jogador não percebe sua presença. O aplicativo também inclui um diário para parar de fumar, no qual os usuários podem calcular o quanto estão economizando.
O aplicativo já foi comissionado para ser usado por cinco provedores regionais de saúde em Londres como parte dos seus serviços de saúde pública para parar de fumar.
O conferencista Hope Caton do processo de criação de jogos, que estava envolvido no desenvolvimento do aplicativo, disse: “O bom de um jogo no smartphone é que você pode jogar em qualquer lugar. A vontade pelo cigarro dura pouco, então, se estiver ansioso por um cigarro às 11h, você pode jogar até que vontade passe, ao invés de pegar um cigarro. Isso também mantém suas mãos ocupadas, e não segurando um cigarro.”

O aplicativo pode ser baixado para Android ou iPhone .

Fonte: univadis

Planejando o retorno para casa após uma cirurgia

O planejamento antes de uma cirurgia programada irá ajudá-lo a voltar para casa em segurança.

Antes da sua cirurgia, certifique-se de ter alguém em casa para ajudar com tarefas como cozinhar, ir ao sanitário ou levá-lo para consultas médicas até que esteja sarado. Mesmo que volte para casa no dia da cirurgia, precisará de alguém para ficar em casa com você. No hospital, você poderá conversar com pessoas que planejam a alta, como assistentes sociais ou gestores de caso, para lhe ajudar a se preparar. Não tenha medo de fazer muitas perguntas.
Cuidando das suas incisões
Médicos e enfermeiros explicarão como cuidar das suas incisões antes que você receba alta. Você também receberá orientações por escrito. Reações normais, como dormência e edema, podem acontecer enquanto seu corpo se recupera. Em algumas ocasiões, você poderá precisar de ajuda para cuidar das suas incisões ou feridas em casa. Planejadores de alta no hospital irão ajudar você com serviços de assistência à saúde, se necessário.
Medicamentos
Você pode ser orientado a tomar medicamentos novos ou a modificar os medicamentos que normalmente toma. Medicamentos, especialmente analgésicos, podem ser muito perigosos se não forem tomados corretamente. É muito importante que você entenda como e quando tomar seus medicamentos.
Atividades
Pode haver atividades que você não deve fazer depois da sua cirurgia. Você receberá uma lista do que deve e não deve fazer depois de receber alta
hospitalar e por quanto tempo. É muito importante saber quais tarefas são seguras para você antes de sair do hospital. Em geral, caminhadas e exercícios leves fazem bem, mas tudo depende do tipo de cirurgia pela qual você foi submetido. Se você normalmente dirige, é importante perguntar se é seguro dirigir depois da cirurgia.
Drenos e tubos
Talvez você saia do hospital com drenos cirúrgicos, cateteres ou tubos. Esses instrumentos irão ajudar você a se recuperar. Em geral, seu cirurgião irá removê-los posteriormente, quando não forem mais necessários. Se você sair do hospital com qualquer desses instrumentos, seu cirurgião e enfermeiros lhe ensinarão como cuidar deles.

Quando entrar em contato com seu cirurgião
Algumas vezes, problemas inesperados podem surgir depois de sair do hospital, mesmo quando tudo correu bem. Sintomas comuns para ter em mente dependerão do tipo de cirurgia. Antes de sair do hospital, você será orientado sobre quando entrar em contato com seu cirurgião. Sempre ligue para 190 ou vá para o pronto-socorro mais próximo se sentir dor no peito, falta de ar ou uma piora rápida dos sintomas.

Fonte: univadis

O que é uma hérnia na parede abdominal?

Uma hérnia na parede abdominal é uma fraqueza nos músculos da parede abdominal

Quando uma hérnia se desenvolve, ela pode causar dor e, algumas vezes, gordura ou alças intestinais podem sair através da parede abdominal.

A parede abdominal é feita de músculos e tecido que fixa esses músculos entre si e aos ossos. Eles conferem força à parede abdominal e seguram o conteúdo da cavidade abdominal do lado de dentro. Algumas vezes ocorre uma abertura na parede abdominal permitindo que seu conteúdo pressione e saia pela parede abdominal. Isso se chama hérnia.

Algumas hérnias surgem em aberturas naturais da parede abdominal que permitem a saída de estruturas do seu interior. Por exemplo, uma hérnia umbilical surge na parede abdominal próximo ao umbigo onde ficava o cordão umbilical.

Vários tipos de hérnia podem ocorrer na região inguinal. Em homens, os tubos que transportam o sêmen dos testículos ao pênis viajam de dentro para fora da cavidade abdominal. O local na virilha onde isso ocorre é um local muito comum para o surgimento de uma hérnia. Estas são chamadas hérnias inguinais. Algumas vezes as hérnias ocorrem baixo na virilha, onde os vasos sanguíneos saem do abdômen em direção às pernas. Estas são chamadas hérnias femorais.

Quando as pessoas fazem uma cirurgia abdominal, às vezes a incisão onde o abdômen foi aberto não cicatriza direito e uma hérnia pode se formar nessa localização. Estas são chamadas hérnias incisionais. Em 18 de outubro de 2016, na edição do JAMA, foi publicado um artigo relatando os resultados de longo prazo da reparação de hérnias incisionais na parede abdominal.

O que você deve fazer se tiver uma hérnia?

Se você tem uma hérnia, é melhor evitar fazer força e levantar peso. Se tiver que fazer força para urinar, você deve consultar um médico para ver se isso pode ser tratado. É bom evitar ficar constipado e o uso de laxantes ou agentes expansores de volume fecal como psyllium podem ajudar. Você deve ser avaliado por um médico para determinar se você deve reparar sua hérnia.

Todas as hérnias devem ser reparadas?

Hérnias são reparadas por cirurgiões. Eles fecham a hérnia seja unindo os músculos nas bordas da hérnia com pontos (suturando) ou colocando uma tela sintética sobre o defeito. Apesar de ser possível reparar a maioria das hérnias, se você não sente dor ou o risco de lesão intestinal por causa da hérnia é muito baixo, a cirurgia pode ser evitada.

Fonte: univadis

Andar de montanha-russa pode ajudar na eliminação de cálculos renais

De acordo com os autores de um novo estudo publicado noJournal of the American Osteopathic Association , andar de montanha-russa de intensidade moderada pode facilitar a eliminação de pequenos cálculos renais.

O estudo foi iniciado quando diversos pacientes informaram a eliminação de cálculos renais depois de andar na montanha russa Big Thunder Mountain Railroad no Walt Disney World, em Orlando. Em um caso, um paciente informou ter eliminado um cálculo renal após cada um dos três passeios de montanha russa.

Ao realizar o estudo, a equipe, liderada pelo Dr. David D. Wartinger, professor de urologia daFaculdade de Medicina Osteopática da Universidade Estadual de Michigan (Michigan State University College of Osteopathic Medicine), usou uma impressão em 3D para criar um modelo anatômico de silicone transparente do rim daquele paciente, contendo urina e três cálculos renais de diferentes tamanhos. Independentemente do volume e da localização do cálculo renal, os achados mostraram que sentar na parte posterior do carrinho na montanha-russa resultou em uma frequência de eliminação de 63,89%. Andar de montanha-russa no banco da frente resultou em uma frequência de eliminação de 16,67%.

Dr. Wartinger disse que: “Andar em uma montanha-russa depois de tratamentos como litotripsia e antes de gestações programadas pode prevenir o aumento no volume do cálculo e complicações como obstrução ureteral.”

O objetivo do estudo inicial foi validar a eficácia do modelo renal em 3D.

Fonte: univadis