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Vacina contra zika mostra eficácia em testes com macacos

Uma pesquisadora brasileira está integrando a equipe que pode estar perto de encontrar uma vacina contra o vírus zika. Desde março, a professora da Coppe-UFRJ Leda Castilho faz parte do grupo do National Institute of Health (NIH) que desenvolve o produto. Os primeiros resultados foram publicados na revista científica “Science”. Os estudos, até agora feitos em macacos, mostraram a eficácia da vacina. Ela protegeu 17 dos 18 macacos que receberam duas doses da vacina, quando estes foram infectados com o vírus zika.

Os resultados animam a pesquisadora, que explica que o estudo está agora em sua primeira fase de testes em humanos, com 55 voluntários já vacinados. Ao total, serão três fases de testes clínicos. Depois, é preciso conseguir as licenças dos órgãos de saúde para que a vacina possa ser comercializada. A estimativa é que o produto chegue ao mercado daqui a cerca de dois anos.

Segundo a pesquisados, a ideia agora é proceder com os ensaios clínicos, para que a vacina seja lançada o quanto antes e possa proteger, por exemplo, as mulheres em idade reprodutiva. “Como o zika provavelmente vai se tornar uma questão endêmica, é importante que a comunidade internacional consiga o quanto antes ter uma vacina”, diz.

Fonte: univadis

Medicamento dolutegravir é nova opção do SUS para pacientes com HIV

O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (28 de setembro) que novos pacientes em tratamento contra HIV e Aids receberão um medicamentos diferente do que os que estão disponíveis hoje. A pasta calcula que cerca de 100 mil pacientes iniciem tratamento contra a doença usando o novo medicamento a partir de 2017.

De acordo com o ministério, foi possível conseguir desconto de 70,5% na compra do dolutegravir, um antirretroviral. Os preços caíram de US$ 5,10 para US$ 1,50, declarou a pasta. “Estamos oferecendo esse tratamento sem impacto orçamentário”, disse a diretora do ministério Adele Benzaken. O orçamento para aquisição de remédios do tipo é de R$ 1,1 bilhão. Além de pacientes que ainda não fazem tratamento contra o HIV, pacientes que apresentam resistência aos medicamentos atuais, o que corresponde a 17 mil pessoas, também serão beneficiados com o remédio.

Hoje, pacientes com Aids e HIV usam três remédios disponíveis no SUS – tenofovir, lamivudina e efavirenz –, combinação conhecida como “três em um”. A partir de 2017, a indicação será de dolutegravir associado ao “dois em um” (tenofovir + lamivudina), pois segundo o MS o dolutegravir é considerado “o melhor tratamento” para esses casos, com menos efeitos colaterais.

Segundo Adele Benzaken, o dolutegravir não será indicado para todos os pacientes por uma limitação da própria empresa em produzir o medicamento. “Estamos comprando 40 milhões de comprimidos. A entrega não vai ser imediata. É a partir de janeiro e é gradativa. Por isso que a gente não pode incorporar todas as pessoas em tratamento”, comentou.

Fonte: univadis

Um novo jeito de diagnosticar alterações cardíacas

As imagens obtidas por ressonância magnética podem ser uma ferramenta útil para o diagnóstico precoce de mínimas alterações cardíacas causadas pela obesidade crônica e por outros problemas de saúde. Por estarem em uma fase inicial da doença, essas transformações não são detectadas pelos exames empregados normalmente para avaliar o estado do coração, como o eletrocardiograma e a ecografia. Com participação de colegas da Universidade Harvard, dos Estados Unidos, onde há cinco anos concluiu o mestrado, o cardiologista Otávio Rizzi Coelho-Filho, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM-Unicamp), desenvolveu um novo protocolo de uso dessa técnica, que identifica dois tipos de modificações sutis no coração: o aumento do tamanho de suas células e a quantidade de fibrose intersticial, tecido rico em colágeno que se forma nos espaços existentes entre as células e dificulta o funcionamento do coração.

Essas alterações ocorrem no âmbito subcelular, antes que o formato do músculo cardíaco apresente variações visíveis. Nesse estágio, em linhas gerais, o coração ainda está funcional e parece completamente são, mas, em seu interior, abriga sinais de uma nascente degeneração. “Apenas com a ressonância conseguimos ver que o coração não está totalmente saudável enquanto os demais métodos de diagnóstico mostram que o órgão está normal”, explica Coelho-Filho, que faz parte da equipe do Centro de Pesquisas em Obesidade e Comorbidades (OCRC, em inglês), um dos 17 Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

Fonte: univadis

Ambiente com baixa luminosidade beneficia o parto

Em pesquisa de mestrado apresentada à Faculdade de Enfermagem (FEnf) da Unicamp, a enfermeira obstetra Michelle Gonçalves da Silva concluiu que a baixa iluminação na sala de parto pode favorecer a fisiologia do procedimento. O estudo foi conduzido apenas com mulheres que tiveram parto normal.

Para o levantamento, a pesquisadora filmou 95 gestantes, durante e após o parto. Elas foram divididas em dois grupos: as que foram filmadas em ambiente com luzes acesas, e as que foram filmadas em ambiente com luzes apagadas – apenas o foco cirúrgico voltado para o períneo da mulher permanecia aceso. Por meio do uso do Facial Action Coding System (Facs), foi possível estabelecer as emoções das mulheres no momento expulsivo. A análise concluiu que o ambiente com baixa luminosidade proporciona uma sequência de emoções quase sem interferências, favorecendo o lado animal do cérebro.

Michelle afirma que o estudo constatou que, quando as luzes estão apagadas, é possível resgatar o córtex primal, ativá-lo e liberar mais ocitocina, o que faz com que o parto flua com mais naturalidade. Um ambiente iluminado, por sua vez, favorece a atuação do necórtex, o que, combinado à descarga de adrenalina, causada pelo medo sentido ao chegar ao hospital, inibe os instintos. A explicação para os fatos observados é que quando existe iluminação é possível que a mulher se sinta observada, não conseguindo resgatar seu lado primitivo tão facilmente quanto no ambiente de penumbra – ou seja, é mais difícil de ativar o córtex primal e liberar a ocitocina.

Fonte: univadis

A fadiga mental prejudica o desempenho dos futebolistas

Pesquisa recente, publicada na revista Medicine Science in Sport Exercise&&, mostra pela primeira vez que a fadiga mental pode ter um impacto negativo no desempenho de um futebolista.
Uma equipe de pesquisadores da Kent of University, no Reino Unido, da University of Technology, de Sidney, Austrália, e da Ghent University, na Bélgica, conduziu dois estudos separados para examinar o impacto físico de realizar uma tarefa informatizada mentalmente exigente por 30 minutos.
No estudo 1, foi avaliado o desempenho físico de 12 futebolistas medindo a distância que corriam em um teste de corrida de ida e volta. Os futebolistas tinham mais dificuldades em correr quando estavam mentalmente cansados, embora a frequência cardíaca fosse igual, e corriam distâncias significativamente inferiores em comparação com o estado de controle (inexistência de fadiga mental).
No estudo 2, foi medido o desempenho técnico de 14 futebolistas usando testes de passes e chutes validados. Os jogadores cometiam muitos mais erros de passe quando estavam mentalmente cansados. A fadiga mental também prejudicou a velocidade e precisão dos chutes.
Os autores concluíram que devem ser desenvolvidas e implementadas estratégias para minimizar a fadiga mental a fim de otimizar o desempenho dos futebolistas durante competições estressantes, como a EURO 2016.

Fonte: univadis

Estudo piloto mostra que perda de memória associada a Alzheimer pode ser revertida

Clínicos americanos obtiveram sucesso em reverter o declínio cognitivo de pacientes com doença de Alzheimer inicial e em manter essa melhora durante um longo período usando um programa personalizado e abrangente. O estudo piloto foi publicado na revista “Aging”.

O estudo incluiu dez indivíduos com comprometimento cognitivo leve, comprometimento cognitivo subjetivo ou doença de Alzheimer. Nove dos dez participantes apresentavam risco genético para a doença de Alzheimer e pelo menos uma cópia do alelo APOE4. Cinco participantes tinham até as duas cópias e, portanto, um risco dez a doze vezes maior. Todos os participantes do estudo foram submetidos a várias RMs e testes neuropsicológicos.

O Instituto Buck para pesquisa do envelhecimento (The Buck Institute for Research on Aging) (Novato, Califórnia) e a Universidade da Califórnia, Los Angeles, desenvolveram um programa de tratamento personalizado de 36 pontos. O programa envolvia alterações na dieta, estimulação cerebral, exercícios, otimização do sono, vitaminas e produtos farmacêuticos específicos e muitas etapas adicionais que afetam a química cerebral.

Todos os dez participantes apresentaram melhoras inesperadas. Alguns participantes que haviam deixado o trabalho puderam voltar a trabalhar. Outros conseguiram melhorar seu desempenho consideravelmente. Os testes de acompanhamento mostraram que alguns dos pacientes conseguiram reverter os resultados anormais até voltarem para a faixa normal.

Dale Bredesen, o autor do estudo, atribui o sucesso do programa à sua abordagem abrangente. Pesquisas mostram que uma rede extensiva está envolvida na patogênese da doença de Alzheimer. Ele argumentou que medidas preventivas que objetivam apenas o indivíduo ou alguns pontos podem, portanto, acabar por serem ineficazes. Contudo, o sucesso do programa ainda precisa ser confirmado em estudos adicionais. Não obstante, Bredesen acredita que a medicina está entrando em uma nova era na qual os testes genéticos para Alzheimer estão sendo recomendados ao invés de evitados, para se iniciar uma prevenção o quanto antes.

Fonte: univadis

Até mesmo um nível mínimo de exercícios tem um efeito protetor em pessoas idosas

Até mesmo uma quantidade mínima de atividade física pode ter um efeito protetor em pessoas idosas. Segundo um estudo francês apresentado na reunião da EuroPRevent em Sophia Antipolis (França), 15 minutos de exercícios diários são suficientes para diminuir o risco de morte.

Cientistas do Hospital Universitário de Saint-Etienne analisaram dados de duas coortes. A coorte francesas incluiu 1.011 indivíduos com 65 anos de idade em 2001, os quais foram acompanhados por um período de doze anos. O segundo grupo de estudo era uma coorte internacional de uma metanálise, consistindo de 122.417 pessoas com 60 anos de idade que foram acompanhadas por dez anos em média. A atividade física dos participantes era medida em Metabolic Equivalent of Task (MET) e classificada em um de quatro grupos (inativo, baixa – MET entre 1 e 499, média – MET entre 500 e 999 por semana, alta – MET acima de 1.000 por semana).

Durante o período de acompanhamento, nove por cento da coorte francesa e 15 por cento do grupo internacional de participantes havia morrido. Em relação ao risco de mortalidade, os resultados mostraram que quanto maior o nível de atividade menor o risco de morte. Em comparação com participantes sedentários: aqueles com níveis baixos de atividade tinham um risco 22 por cento mais baixo de morte; aqueles com nível médio de atividade tinham um risco 38 por cento mais baixo de morte e os participantes mais ativos tinham um risco 35 por cento mais baixo de morte.

“Estes dois estudos mostram que, quanto mais atividades físicas forem realizadas pelos idosos, maiores serão os benefícios para a sua saúde. O maior salto nos benefícios foi atingido no nível baixo de exercício, com os níveis médio e alto oferecendo incrementos menores de benefícios”, explicou o autor do estudo David Hupin. O grupo com menor nível de atividade realizava cerca de metade da quantidade de atividade tradicionalmente recomendada. A extensão era equivalente a uma caminhada rápida de 15 minutos por dia. Estes 15 minutos poderiam ser uma “meta razoável” para começar, disse Hupin.

Fonte: univadis

“Vazamento” na barreira hematoencefálica, um fator fundamental na doença de Alzheimer precoce

Pesquisadores holandeses identificaram um mecanismo fundamental na doença de Alzheimer (DA) precoce, que se manifesta como um aumento na permeabilidade da barreira hematoencefálica (BHE). Os achados foram publicados na revista “Radiology”.

Cientistas da Universidade de Maastricht compararam 16 pacientes adultos com DA precoce com 17 controles saudáveis pareados pela idade usando imagiologia de ressonância magnética realçada por contraste. Eles mediram as taxas de vazamento da BHE e geraram um mapa denominado histograma para ajudar a determinar a quantidade de tecido cerebral com vazamento.

Comparados aos controles, a taxa de vazamento da BHE era significativamente maior em pacientes com DA, e o vazamento ficava distribuído através do cérebro. Pacientes com DA apresentaram uma percentagem significativamente maior de tecido cerebral na substância cinzenta, incluindo o córtex, com vazamento. Um comprometimento semelhante, porém mais sutil, da BHE ficou evidente na substância branca do cérebro. Mais importante, os pesquisadores encontraram uma relação entre o comprometimento da BHE e o declínio do desempenho cognitivo.

Isto sugere que uma BHE comprometida é parte da patologia precoce da DA e pode ser parte de uma cascata de eventos, levando, eventualmente, ao declínio cognitivo e à demência. “O vazamento da barreira hematoencefálica significa que o cérebro perdeu sua proteção, a estabilidade das células cerebrais está comprometida e o ambiente em que as células nervosas interagem se tornou mal condicionado”, disse o autor do estudo, Walter H. Backes. “Para a pesquisa de Alzheimer, isso significa que uma nova ferramenta se tornou disponível para estudar a contribuição do comprometimento da barreira hematoencefálica no cérebro na instalação e progressão da doença em estágios iniciais ou pré-estágios de demência.”

 

Fonte: univadis

Adultos com bom condicionamento físico têm uma menor probabilidade de ter um AVC posteriormente durante a vida

Pessoas de meia idade com melhor condicionamento físico têm um risco menor de apresentar um AVC posteriormente durante a vida. Este é o resultado de um estudo americano publicado na “Stroke”. De acordo com os resultados, a correlação não é afetada pelos fatores de risco tradicionais.

O estudo, realizado pelo Centro Médico da Universidade do Sudoeste do Texas, em Dallas, incluiu 19.815 pessoas entre 45 e 50 anos de idade. Dos participantes, 79% eram homens e 90% eram caucasianos. Os pesquisadores determinaram o condicionamento cardiorrespiratório dos participantes e os classificaram como tendo condicionamento alto, médio ou baixo. Eles foram acompanhados por vários anos.

Os achados mostraram que pessoas com maior condicionamento físico na meia idade tinham um risco 37% menor de ter um AVC após os 65 anos de idade comparados a participantes com menor nível de condicionamento físico. A associação entre condicionamento físico e risco de AVC persistiu mesmo depois do ajuste para fatores de risco tradicionais como hipertensão, diabetes tipo 2 e fibrilação atrial.

Os resultados apoiam a importância de um bom condicionamento físico durante a vida e não apenas quando mais jovens, dizem os pesquisadores. “O baixo condicionamento físico tende a ser ignorado como fator de risco real na prática clínica”, disse o autor principal, Ambarish Pandey. “Nossa pesquisa sugere que o baixo condicionamento físico em indivíduos de meia idade seja um risco adicional a ser almejado na prevenção do AVC posteriormente durante a vida.”

Fonte: univadis

Brasil avança contra hanseníase, mas mantém desigualdade

Apesar dos avanços nos últimos anos, o Brasil registrou mais de 28 mil novos casos de hanseníase em 2015, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Para discutir o tema, a Casa de Oswaldo Cruz promoveu o seminário “Global Health Histories: Leprosy” no último dia 6 de maio, no Rio de Janeiro.

Signatário da proposta de alcançar a marca de menos de um caso de hanseníase para cada grupo de 10 mil habitantes, acordada na década de 1990 no âmbito da OMS, o Brasil está próximo de atingir a meta, afirma Rosa Castália França Ribeiro Soares, da Coordenação Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação. “Já temos 1,15 [caso] para cada grupo de 10 mil habitantes. Provavelmente no próximo ano, mantido o ritmo de declínio, alcançaremos essa meta em nível nacional, porque alguns estados já a alcançaram”, prevê.

A média nacional, entretanto, esconde realidades díspares nas diferentes regiões brasileiras. Enquanto no Rio Grande do Sul a doença está praticamente erradicada, estados como Mato Grosso, Tocantins e Maranhão ainda têm alta incidência. “São estados onde o acesso ao diagnóstico e ao tratamento é mais difícil, e a distribuição de renda, as condições de vida e a infraestrutura social são mais precárias”, explica Rosa Castália. De acordo com ela, o governo brasileiro trabalha para reduzir a carga da doença em todos os municípios do país e, por meio de diagnósticos mais precoces, eliminar a incapacidade física decorrente da hanseníase.

Fonte: univadis